Mostrando postagens com marcador CORRUPÇÃO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CORRUPÇÃO. Mostrar todas as postagens

maio 12, 2014

BRASIL. UM PAÍS DE DESENCANTO.


 UM LUGAR DESONESTO VIOLENTO E RUIM PARA SE VIVER

REPRODUÇÃO (Fonte - Revista Isto é)

Se o Brasil fosse uma pessoa, como ela seria? Alegre? Confiável?  Distinta? Para uma parcela considerável da população, nenhum desses atributos traduz a verdadeira alma brasileira. Se o Brasil fosse alguém de carne e osso, a principal característica, aquela que se vê logo de cara, seria a desonestidade.
Um estudo inédito realizado pela consultoria BrandAnalytics, empresa ligada à Millward Brown Optimor, um dos maiores grupos de pesquisa do mundo, revela o que os brasileiros pensam do País.
Os entrevistados receberam uma lista com 24 palavras e tiveram que apontar quatro delas que definissem com exatidão a nação onde vivem. Metade das pessoas declarou que a palavra “desonesto” descreve a personalidade nacional

CORRUPÇÃO VIOLÊNCIA DESCASO DOS POLÍTICOS

Os brasileiros estão, afinal, desencantados. “O levantamento mostra um índice de insatisfação surpreendente”
Para explicar tanta desilusão, é só dar uma espiada no noticiário para conhecer a incivilidade que permeia a vida de cada um de nós. Em São Paulo, alguém esquarteja o corpo de um motorista de ônibus e espalha partes dele pela cidade. No Rio, amarram um negro num poste e o espancam. Em Brasília, presos graúdos passam o tempo vendo jogos de futebol em tevês de plasma, enquanto no resto do País os cárceres são depósitos humanos degradantes. Em Belo Horizonte, hospitais públicos recusam atendimento a uma criança à beira da morte. No Nordeste, faltam professores. Em quase todo o Brasil há escassez de água, e os governos, sejam eles de qualquer cor partidária, atribuem a culpa sempre aos outros, sem jamais assumir responsabilidades. Por onde se anda as pessoas reclamam do preço de tudo o que se consome, do tomate na feira, do iPhone na loja da Apple, da passagem de ônibus, do carro esportivo. A economia não anda. As obras da Copa não saíram como o prometido. Os políticos querem o poder apenas pelo poder. O trânsito é horrível. A violência bate à nossa porta. Como ser feliz em um lugar assim? “Os resultados da pesquisa demonstram que grande parte da população não confia nem no País nem no seu semelhante”

NÃO ACREDITA NAS INSTITUIÇÕES

O descrédito profundo nas instituições, quaisquer que sejam elas. Segundo o levantamento, 81% dos entrevistados disseram que, para realizar seus sonhos, dependem essencialmente de esforços individuais. Só 13% responderam que precisam do suporte do governo.

O INDIVIDUALISMO
As pessoas cultuam o mérito pessoal (é o popular “cada um por si”), em vez do trabalho coletivo. O individualismo exacerbado se reflete, na análise do historiador, em organizações sociais e governos frágeis a pesquisa também revela que o brasileiro não tem uma visão de País.

MANIFESTAÇÃO DE JULHO 2013, VOZES DA CLASSE “C”

O grau de insatisfação dos brasileiros começou a ser escancarado em julho do ano passado, quando milhares de pessoas foram às ruas gritar contra as coisas erradas do País. Mas é um equívoco dizer que tudo ficou ruim de repente. De certo modo, o desencanto tem a ver com o próprio despertar dos brasileiros. É inegável que o Brasil avançou em muitas áreas nos últimos anos. A miséria diminuiu, a classe C teve acesso a bens como jamais tivera, a renda dos trabalhadores aumentou. Mas será apenas isso que buscamos? Com o avanço da economia, os brasileiros passaram a conhecer outras realidades. Viajaram, foram morar fora e com a internet tiveram maior acesso à informação. Descobriram, enfim, que há muitos mundos por aí – e realidades mais amigáveis que a nossa.
De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar diante da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.
Se para a corrupção não há punição, a sociedade acaba se acostumando com as transgressões diárias das leis.

UM BRASIL DE DESONESTOS E VIOLENTOS

As características apontadas na pesquisa reforçam o estereótipo de que os brasileiros são simpáticos e charmosos, mas podem te passar a perna.
Isso realmente corresponde à realidade? Olhe para o lado e pense bem: a maioria das pessoas de seu convívio é desonesta? Elas querem levar vantagem sobre você? Não teria sido a impressão generalizada de desonestidade apontada na pesquisa um reflexo da má imagem que temos de nossos governantes? Não seria resultado dos índices chocantes de violência? 
Segundo a ONU, 11 das 30 cidades mais violentas do mundo são brasileiras. É desnecessário dizer que, por mais que o Brasil tenha alimentado uma lamentável escola do crime nos últimos anos, as pessoas de bem, claro, representam larga maioria. O interessante da pesquisa é que os brasileiros julgam o Brasil um país desonesto, mas avaliam a si mesmos de maneira positiva. “É natural atribuir a si qualidades, mas achar que os outros não as têm”, diz Weltman, da FGV. Se metade dos entrevistados acredita que a principal característica do País é a desonestidade, 58% se dizem dignos de confiança. Ou seja, o meu vizinho é mau, mas eu sou bacana. No fundo, o que a pesquisa revela é que o Brasil tem um milhão de problemas para resolver e é só com a indignação – e o desencanto – que dá para sonhar com um país verdadeiramente melhor.

#OziOE

fevereiro 10, 2014

ACABOU O PROTESTO...?

DE QUEM É A CULPA
“Cinegrafista atingido por rojão em protesto no Rio tem morte cerebral”  - ESTADÃO.COM

Pare por favor, eu quero saber de quem é a mediocridade ou a ignorância e até hipocrisia...
Acorda! Não foi o primeiro profissional a ser atingido. Sem fazer esforço na memoria eu consigo lembrar um policial, um fotografo, e agora um cinegrafista que foi morto!
Os políticos (o atual governo) não agem porque é ano de eleição, não querem atender as reivindicações para não comprometer os gastos públicos.
Os policiais vivem pressionados pela sociedade, opinião publica e o governo, eles não sabe se defende os órgãos publico privados e tentam acalmar os ânimos ou se defendem dos manifestantes (pois também são alvo de protesto). Não tem como não agir com violência diante de uma grande multidão.

Os marginais que se infiltram nos protesto estão sempre impunes a inteligência policial é incapaz de descobri e monitorar esses bandidos.      
Os Direitos Humanos só aparece quando há uma lente de uma câmera...
E as reivindicações legais que são as lutas por melhor qualidade de vida, enxugar a máquina publica lutar contra a corrupção fica em segundo plano e desfocado; (que é a vontade dos políticos corruptos).
Agora com a morte do Cinegrafista a imprensa (Lê-se a “G...rande mídia”)  vai cair matando, instigar a opinião publica impondo algo que as beneficie e pressionar o governo.

Meus pesarem a família do colega de imprensa


  #OziOE

janeiro 17, 2014

DESCIDA AO INFERNO - ADMIRÁVEL DO BRASIL

GAROTA FICOU 26 DIAS PRESA, DURANTE OS QUAIS FOI ESTUPRADA REGULARMENTE, CINCO OU SEIS VEZES POR DIA.

O ESTADO/GOVERNO ALÉM DE CORRUPTO É CRIMINOSO E SEGREGADOR DE CLASSE SOCIAL
‘Descida ao inferno’, por J. R. Guzzo Publicado na edição impressa de VEJA 05/10/2013 às 17:16

 A desgraça narrada a seguir é real, está baseada em fatos públicos e chegou, alguns anos atrás, a causar certa comoção neste Brasil de hoje, que parece a caminho de se transformar em um dos países a ser estudados com maior atenção, algum dia, por possíveis pesquisadores de uma história mundial da infâmia. Trata-se de um episódio chocante por sua crueldade em estado puro, e o resultado inevitável de uma conspiração não declarada dos agentes do poder público para permitir a prática aberta dos delitos mais selvagens — por serem eles mesmos os autores dos crimes, ou pelo uso que fazem da letra da lei para livrar os envolvidos de qualquer risco de punição. Acontece quase todos os dias, em todo o Brasil, sob a indiferença absoluta das mais altas autoridades e a proteção de um conjunto de leis escritas com o objetivo de praticamente abolir a culpa na Justiça penal brasileira. Não há remédio conhecido contra isso.

Ainda recentemente a repórter Branca Nunes, da edição digital de VEJA, fez uma reconstrução passo a passo da tenebrosa descida ao inferno aqui na terra, entre outubro e novembro de 2007, de uma menina de 15 anos, L.A.B., presa sob a acusação de furtar um telefone celular numa cidade do interior do Pará, a 100 quilômetros de Belém, e punida segundo a hermenêutica que vale no Brasil real. O propósito da reportagem era mostrar, seis anos depois, que fim tinham levado os personagens centrais da história ─ um símbolo fiel de aberrações praticamente idênticas que acontecem a cada dia neste país, e do tratamento-padrão que recebem do poder público. A visita a essa tragédia “confirmou o apronto”, como se dizia na linguagem do turfe. NADA DE EMBARGOS INFRINGENTES para L.A.B. NADA DE ADVOGADO “Kakay” pregando em seu favor. NADA DE TODO ESSE MARAVILHOSO FACILITÁRIO QUE FAZ DA LEI BRASILEIRA um milagre permanente em benefício dos ricos, poderosos e influentes ─ e transforma culpa em mérito, como Cristo transformou água em vinho. Tudo, naturalmente, em favor dos responsáveis por sua agonia.
L.A.B., como relata a reportagem, foi apanhada na cidade de Abaetetuba tentando furtar um celular e uma correntinha de prata pertencentes, para seu azar, ao sobrinho de um investigador de polícia da delegacia local. Chamados pelo rapaz, o tio e dois colegas levaram a garota, um toco de gente com menos de 40 quilos de peso e 1,5 metro de altura, para a delegacia da cidade ─ onde foi trancada numa cela com mais de vinte homens. L.A.B. (A GAROTA) FICOU 26 DIAS PRESA, DURANTE OS QUAIS FOI ESTUPRADA REGULARMENTE, CINCO OU SEIS VEZES POR DIA. Não se cogitou no seu caso na possibilidade, digamos, de uma prisão domiciliar, alternativa que o bondoso ministro Celso de Mello, do STF, acaba de abrir, em nome do cumprimento rigorosíssimo da lei, para gigantes de nossa vida política condenados no mensalão. Não se cogitou, sequer, no fato de que ELA ERA MENOR DE IDADE, QUE NÃO PODIA SER PRESA NEM, MENOS AINDA, JOGADA NUM XADREZ EXCLUSIVAMENTE MASCULINO. L.A.B., na verdade, FOI PRESA DENTRO DA PRISÃO: ARRASTADA PARA O FUNDO DA CELA, DE ONDE NÃO PODIA SER VISTA, tinha a sua miserável comida confiscada pelos outros presos, que só lhe permitiam comer se não desse trabalho durante os estupros. NÃO TINHA DIREITO A PRATO — PRECISAVA PEGAR SUA COMIDA DIRETO DO CHÃO. À noite, era acordada por chamas de isqueiro ou pontas de cigarro, quando algum dos presos requeria os seus serviços. A título de ilustração, um deles, o mais ativo de todos, respondia pelo apelido de “Cão”. Que tal?
O mais interessante do caso, talvez, é que as autoridades locais legalizaram, a seu modo, todo o procedimento. A DELEGADA FLÁVIA VERÔNICA PEREIRA AUTORIZOU A PRISÃO de L.A.B. QUANDO A MENINA LHE FOI ENTREGUE PELOS INVESTIGADORES QUE A CAPTURARAM. Dois dias depois, A JUÍZA CLARICE MARIA DE ANDRADE ASSINOU SEU AUTO DE PRISÃO EM FLAGRANTE, SABENDO PERFEITAMENTE, COMO A DELEGADA, O QUE IRIA ACONTECER NA CELA LOTADA DE MACHOS. O desfecho da história é um retrato admirável do Brasil de 2013. Quando o caso começou a fazer ruído na imprensa, L.A.B. foi solta ─ e desde então, nestes seis anos, nunca mais se ouviu falar dela. Os únicos punidos foram “Cão” e um de seus comparsas, que já estavam presos. A juíza Clarice, a mais graduada responsável pelo episódio, não sofreu processo penal. Foi apenas aposentada, mas recorreu até chegar ao STF ─ que anulou em 2012 a punição, por julgá-la “excessiva”. Hoje a doutora Clarice é juíza titular em outra comarca do Pará.

Este é o Brasil que não muda
OziOE